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April 29, 2010

Troilo e Créssida

A história do amor arrebatado entre o herói Troilo e a grega Créssida.

Estreia
April 29, 2010
Género
Comédia satírica
Local
Teatro Municipal de Almada
Duração
90 minutos (com intervalo)
Classificação
M/12
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Sinopse

Inédita em Portugal, a peça Troilo e Créssida, de William Shakespeare estreia-se numa coprodução do Teatro Municipal de Almada, da Companhia de Teatro de Braga e da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, dirigida por Joaquim Benite e José Martins. Escrita entre 1602 e 1603 – contemporânea de Hamlet, portanto –, a peça foi desprezada até finais do século XIX, sendo-lhe apontados desequilíbrios vários (seria uma comédia ou uma tragédia?) e, até, um recorte escandaloso. A história do amor arrebatado entre o herói Troilo – o mais jovem dos filhos de Príamo, rei da cidade de Tróia – e a grega Créssida, que tem lugar numa Tróia já sitiada pelos gregos – é apenas uma das linhas que tece esta trama dramática, mais interessada em demonstrar a pusilanimidade do grego Aquiles, cuja recusa em combater custa a Nestor e a Ulisses persuasivos apelos a uma mudança de atitude. A infidelidade de Créssida – personagem medieval que aqui se intromete –, o apagamento de Troilo e a morte de Heitor às mãos de Aquiles sinalizam a decadência de um mundo heróico, que tocou particularmente os encenadores contemporâneos, desiludidos com um Mundo de guerras e enganos sucessivos.

Estando a rainha moribunda (Isabel I de Inglaterra morreria em 1603), William Shakespeare escreve Troilo e Créssida, peça em que – segundo Peter Ackroyd, autor de Shakespeare/A biografia – «todas as certezas e crenças da vida de corte são tratadas como material para riso e humor negro. Shakespeare aposta [aqui] em subverter deliberadamente a lenda de Tróia. É uma peça em que as crenças ortodoxas na coragem troiana e na bravura grega são invertidas, revelando uma realidade dura, brutal e hipócrita subjacente às ações de ambos os lados. Os únicos valores são os que o tempo e a moda vendem: vender é aqui a palavra justa, uma vez que todos os valores são mercadorias para comprar e vender no mercado.

Troilo e Créssida é uma comédia selvagem e satírica sobre os temas do amor e da guerra, que trata ambos como falsos e volúveis. As palavras de Shakespeare são magnéticas. Todas as partículas de uma cultura de corte decadente, um mundo decadente de heroísmo e nobreza individuais atravessaram o seu ser.

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Ficha do Espetáculo

Ficha Artística, Técnica e de Produção

 

Texto: William Shakespeare

Tradução: António Conde

Encenação: Joaquim Benite e José Martins

Assistência de Encenação: Rodrigo Francisco e Teresa Gafeira

Interpretação: Alberto Quaresma, André Albuquerque, André Gomes, André Laires, André Silva, Carlos Pereira, Carlos Santos, Celestino Silva, Ivo Alexandre, Jaime Soares, João Abel, Luís Vicente, Luzia Paramés, Manuel Mendonça, Maria Frade, Mário Spencer, Marques d’ Arede, Miguel Martins, Mónica Duarte e Tânia Silva

Cenário e Figurinos: Christian Rätz

Colaboração Cenográfica (cortejo): Gonçalo Marto

Desenho de Luz: José Carlos Nascimento

Sonoplastia: Guilherme Frazão

Penteados: Miguel Moleno

Esgrima Artística, Combate Cénico: Carlos Pereira

Colaboração Coreográfica: Jean Paul Bucchieri

Assistência de Cenografia: Joana Ferrão

Direção de Montagem: Carlos Galvão

Maquinistas: Marco Jardim e António Antunes

Operação de Luz e Som: Guilherme Frazão

Montagem: Guilherme Frazão, Marco jardim, Paulo Horta, António Antunes, António Cipriano, João Martins, Vasco Candinho, Fábio Torella; João Teles

Design: Gonçalo Marto

Fotografia de Cena: Rui Carlos Mateus

Produção: Paulo Mendes

Assistência de Produção: Rui Lopes

Agradecimentos: Teatro Nacional D. Maria II, APOIOS, Jornal Triângulo, Colorfoto

Coprodução: ACTA, CTA – Companhia de Teatro de Almada e CTB – Companhia de Teatro de Braga

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