

António Vieira escreveu um texto - uma alegoria - que fala das relações entre culturas, da defesa da dignidade humana, denunciando a corrupção e o abuso de poder, num discurso intemporal que merece ser revisitado na atualidade. Articulando o texto original com textos contemporâneos, e mantendo a alegoria utilizada por António Vieira e o seu tom satírico, vamos abordar os temas do texto do séc. XVII que ainda estão bem presentes em diversas esferas da nossa sociedade nos âmbitos político, económico e social: a corrupção e o abuso de poder. Temas cada vez mais pertinentes e intemporais. Com um pedido de licença ao Padre António Vieira, vamos, pois, falar aos peixes, já que os hereges não nos escutam.
“Por tudo quanto identifico nele - o seu desassombro de ideias, e nelas o seu humor, a sua ironia, o seu humanismo, a sua ética, a sua elaboração intelectual e convicção religiosa - estou em crer, que se fosse possível encontrarmo-nos hoje, aqui e agora, ele me diria... O que vos não digo; não digo... por pudor... Mas em resposta eu dir-lhe-ía: Muito obrigado Padre António Vieira. Muito, muito obrigado! O senhor entende o que é o Teatro: a mais humana das Artes.”
Encenador Luís Vicente
Vídeo
Interpretação
Ficha Artística, Técnica e de Produção
Texto: Alexandre Honrado a partir de Padre António Vieira
Dramaturgia e Encenação: Luís Vicente
Interpretação: André Canário, Luís Vicente e Tânia Silva
Cenografia: José Manuel Castanheira
Figurinos e Caraterização: Sara Vicente
Criação e Construção de Marioneta: José Gil, Sofia Vinagre e Natacha Pereira (S.A. Marionetas)
Multimédia: João Franck
Figuração em Vídeo: Raquel Taveira
Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira
Desenho e Operação de Som: Diogo Aleixo
Vozes Off: Cármen Bentes, Mahomed Naheez, Maria Augusta Casaca, Pedro Monteiro, Raquel Taveira e Sebastião Bentes
Fotografia: Daniel Pina
Colaboração: Luís Serra Coelho
Divulgação: Rita Merlin
Comunicação: Sofia Rodrigues
Produção Executiva: Raquel Taveira
Produção: ACTA






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