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July 5, 2017

História do Cerco de Lisboa

Raimundo Silva encontra-se reunido com a proprietária de uma editora, Maria Sara e com o seu diretor literário, Costa.

Estreia
July 5, 2017
Género
Drama
Local
Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada (Festival de Almada)
Duração
90 minutos
Classificação
M/12
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Sinopse

Raimundo Silva, um revisor de livros medíocre e amargurado, encontra-se reunido com a proprietária de uma editora, Maria Sara, uma mulher ambiciosa que dedicou toda a sua vida à profissão, e com o seu diretor literário, Costa. O motivo da reunião deve-se ao facto de Costa ter descoberto a presença de um “não” em vez de um “sim” num livro histórico sobre o Cerco de Lisboa, alterando assim o sentido da obra. No decurso desta extensa reunião o revisor explica por que fez essa mudança, e os resultados que esperava obter ao fazê-la. Costa propõe que Silva seja despedido e Maria, tendo em conta a explicação do revisor, propõe-lhe uma alternativa: terá que escrever um romance a entregar quanto antes, ou então sim será despedido. Silva aceita o desafio.

Isola-se a escrever, e usa como documentos a história do Cerco de Lisboa e as obras do ilustre escritor José Saramago. Contudo, não avança: sente-se dominado pelo peso da História, e a ficção não surge. Quando o revisor se encontra totalmente desesperado, os textos de Saramago trazem-lhe novo ânimo, e inspiram-no a utilizar a vida quotidiana como base para a ficção. Raimundo planeia modificar a sua abordagem e cortejar Maria Sara, do mesmo modo que Mogueime, um soldado cristão que combatia os árabes, conquistou Ouroana, a concubina do cavaleiro Henrique, seu superior no exército português que cercava Lisboa. Saramago reescreve a história do cerco de Lisboa: só quando Mogueime conquista Ouroana, é que é capaz de levar a cabo a ação heróica de invadir o castelo dos árabes, símbolo do poder mourisco sobre a cidade. Saramago dá estas cartas a Raimundo Silva. Ao lê-las, o revisor sente-se com forças para se aproximar, de forma decidida, de Maria Sara, conquistá-la e finalizar a sua obra de ficção. Este é o último cerco a ser derrubado – como formula Saramago –, o da solidão de Maria e de Raimundo.

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Ficha do Espetáculo

Ficha Artística, Técnica e de Produção

 

Texto: a partir de José Saramago

Dramaturgia: José Gabriel Antuñano

Encenação: Ignacio García

Assistente de Encenação: Marco Trindade

Interpretação: Ana Bustorff, Elsa Valentim, João Farraia, Jorge Silva, José Peixoto, Luís Vicente, Pedro Walter, Rui Madeira e Tânia Silva

Cenografia: José Manuel Castanheira, assistido por Pedro Silva e pelos estagiários Filipe Fernandes, Francisca Castro, Inês Carrillo, Maria Luís e Sofia Lacerda

Figurinos: Ana Paula Rocha

Música: Ignacio García

Fotografia: Rui Carlos Mateus

Desenho e Operação de Luz: Guilherme Frazão

Desenho e Operação de Som: Miguel Laureano

Follow Spot: Octávio Oliveira

Maquinaria: António Sérgio Martinho

Apoio: Fundação José Saramago

Coprodução: ACTA, CTA, CTB e Teatro dos Aloés

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