Em Cena
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January 16, 2014

As Cartas Ridículas do Senhor Fernando e os Suspiros Líricos da Menina Ofélia

Trata-se da dramatização de alguma da correspondência trocada entre Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz.

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Estreia
January 16, 2014
Género
Didático
Local
Teatro Lethes, Faro
Duracao
50 minutos
Classificacao
M/12
01
Sinopse

Trata-se da dramatização de alguma da correspondência trocada entre Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz. À referida correspondência são acrescentados textos outros, de Fernando Pessoa e também do próprio encenador. Toma-se por pressuposto dramatúrgico que o senhor Fernando sabe o que está a fazer enquanto a menina Ofélia é enredada no idílio inconsequente de uma paixão sem correspondência. No senhor Fernando há uma racionalidade com objetivos experienciais que visam servir a sua obsessiva e obstinada produção poética, enquanto que na menina Ofélia há uma participação irrefletida como desígnio de destino. Nela, a existência cumpre-se com um sentido de devir trágico; nele, dá-se um incidente que confere uma inesperada densidade ao ramerrame da sua vida rotineira comezinha. Portanto, o enredo, a manipulação, a “encenação”, são dele; ela cumpre o que ele determina que se cumpra. Nela é visível a transformação de uma psicologia num comportamento, alheia aos ditames de um destino trágico (simbólico) que se cumpre da primeira à última carta dela. As cartas dele correspondem aos desígnios distintivos de um deus ex machina em ação. Este mesmo, determina que a ação decorra entre o elemento Água e o elemento Fogo. O espaço cénico comporta o lugar da ação propriamente dita, i.e., aquele onde acontece o diálogo que se recria com a troca de correspondência entre os dois intervenientes da narrativa, e um outro espaço cénico (de que o anterior é concêntrico), que representa os camarins onde os atores se preparam para vir a ser personagens. Há cartas dele que são ditas e/ou lidas por ela; há cartas dela que são ditas e/ou lidas por ele; há cartas dele que são ditas por ele; há cartas dela que são ditas por ela; há cartas dele que ela canta; há cartas dela que ele dá a ler a Álvaro de Campos; há cartas dele que ela... A encenação não deixa de considerar o tratamento assertivo um variado conjunto de sinais que visam a mais direta inteligibilidade do espetáculo por forma a proporcionar ao público estudante instrumentos que promovam a satisfação do seu interesse e da sua curiosidade – é, portanto, um espetáculo que além de objetivos artísticos visa também objetivos pedagógicos.

“Meu querido amorzinho: hoje tenho tido imenso que fazer.”, começa uma das cartas de Fernando Pessoa a Ofélia Queiroz. Na correspondência entre ambos há quem julgue vislumbrar um lado desconhecido do poeta – um relance de uma suposta “verdade”.”

Encenador Paulo Moreira

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Ficha do Espetáculo

Ficha Artística, Técnica e de Produção (Reposição em 2023)

 

Texto: Criação Própria, sobre cartas de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz

Dramaturgia e Adaptação: Paulo Moreira

Encenação: Paulo Moreira

Interpretação: André Canário e Tânia Silva

Música: Carlos Paredes

Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira

Espaço Cénico: Luís Vicente

Concepção Cenográfica: Tó Quintas

Divulgação: Rita Merlin

Comunicação: Sofia Rodrigues

Administração: Ana Anastácio

Produção Executiva: Raquel Taveira

Direção Artística e de Produção: Luís Vicente

Produção: ACTA

 

Ficha Artística, Técnica e de Produção (2014)

 

Texto: Criação Própria, sobre cartas de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz

Dramaturgia e Adaptação: Paulo Moreira

Encenação: Paulo Moreira

Interpretação: Bruno Martins e Tânia Silva

Música: Carlos Paredes

Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira

Espaço Cénico: Luís Vicente

Concepção Cenográfica: Tó Quintas

Desenho Gráfico: Rita Merlin

Promoção e Divulgação: Hugo Lemos

Secretariado: António Marques

Produção Executiva: Elisabete Martins

Direção Artística e de Produção: Luís Vicente

Produção: ACTA

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