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July 14, 2021

Um Gajo Nunca Mais é a Mesma Coisa

A guerra colonial portuguesa — que decorreu entre 1961 e 1974 em Angola, Moçambique e na Guiné Bissau — é um episódio muito pouco abordado nas salas de aula das gerações nascidas após o 25 de abril de 1974.

Estreia
July 14, 2021
Género
Drama
Local
Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada
Duração
90 minutos
Classificação
M/16
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Sinopse

A guerra colonial portuguesa — que decorreu entre 1961 e 1974 em Angola, Moçambique e na Guiné Bissau — é um episódio muito pouco abordado nas salas de aula das gerações nascidas após o 25 de abril de 1974. E, apesar de ter marcado uma geração inteira, este conflito tem-se mantido afastado — até muito recentemente — dos palcos portugueses. No entanto, quiçá por via da proliferação dos estudos pós-coloniais surgidos nos meios universitários, esta guerra tem vindo a constituir o tema de alguns espetáculos de teatro documental surgidos nos últimos cinco anos. Vários criadores nascidos entre as décadas de 70 e 80 têm-se confrontado com a participação de Portugal num conflito que, aos olhos de hoje, não pode deixar de parecer justo para os povos africanos que combatiam pela autodeterminação, e injusto para aqueles que lutavam pela manutenção de um império colonial anacrónico.

Só que, quando se ouvem os testemunhos dos soldados que combateram, a realidade reveste-se de matizes que estão para além da dicotomia Bem/Mal com que frequentemente se encara esta guerra: poucas vezes se aborda o nosso passado recente tendo em conta o contexto geopolítico da época, assim como a realidade social do País. Um gajo nunca mais é a mesma coisa dá voz aos rapazes que foram mandados para combater outros rapazes em África, e que agora entram na fase derradeira das suas vidas. Apesar de se basear em relatos reais, é ficção. E, sendo ficção, poderá mais livremente analisar a História — e contribuir para a compreensão de um tempo difícil de imaginar para aqueles que já nasceram em liberdade.

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Ficha do Espetáculo

Ficha Artística, Técnica e de Produção

 

Texto e Encenação: Rodrigo Francisco

Interpretação: Afonso de Portugal, João Farraia, Luís Vicente, Pedro Walter e Lara Mesquita

Cenografia: Céline Demars

Figurinos: Ana Paula Rocha

Música: Afonso de Portugal

Desenho e Operação de Luz: Guilherme Frazão

Fotografia: Rui Carlos Mateus

Divulgação: Rita Merlin

Comunicação: Sofia Rodrigues

Produção Executiva: Márcia Martinho

Administração: Ana Anastácio

Direção Artística: Luís Vicente e Rodrigo Francisco

Coprodução: ACTA e CTA

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