
Prantos
O espetáculo consta de três “plans” ou seja, prantos, um subgénero muito utilizado na Idade Média em situações de lamento ou por luto, ou por desabafo, ou por oração religiosa de confissão, ou ainda por atitude de contestação social.

Neste trabalho, contamos com uma dramaturgia realizada pelo Prof. José Louro a partir das personagens vicentinas Rubena, Cananeia e Maria Parda. Nele conta-se, de forma elíptica, a história de uma menina/rapariga/mulher que será interpretada por uma única atriz, a Elisabete Martins.
O espetáculo consta de três “plans” ou seja, prantos, um subgénero muito utilizado na Idade Média em situações de lamento ou por luto, ou por desabafo, ou por oração religiosa de confissão, ou ainda por atitude de contestação social.
Neste caso a personagem feminina lamenta a sua exclusão social devido a uma gravidez “não abençoada”; lamenta depois uma quase excomunhão por ter feito um “pacto com o diabo”, já que a sociedade familiar e civil a abandonou; lamenta por fim o castigo social que lhe é imposto por afogar os seus males num “pacto com o vinho” que, fiado, lhe é negado.
Que importa, pois, se a heroína se chama Rubena, se nasceu em Canan ou se lhe chamam Maria Parda? Ela foi rósea de faces coradas de rubro, os seus cabelos encaneceram e transformou-se em mais uma Maria das muitas Marias Pardas sem cor, que por nós passam na rua, dependam elas do vinho ou do “cavalo”.
Interpretação
Ficha Artística, Técnica e de Produção
Texto: Gil Vicente
Dramaturgia: José Louro
Encenação: Luís Vicente
Assistência de Encenação: Tânia Silva
Interpretação: Elisabete Martins
Cenografia: Tó Quintas
Figurinos: Esmeralda Bisnoca
Música: Sónia “little B” Cabrita
Desenho e Operação de Luz: Noé Amorim
Fotografia: João Jonas
Direção Técnica: Noé Amorim
Direção Artística: Luís Vicente
Produção: ACTA
