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January 18, 2006

Prantos

O espetáculo consta de três “plans” ou seja, prantos, um subgénero muito utilizado na Idade Média em situações de lamento ou por luto, ou por desabafo, ou por oração religiosa de confissão, ou ainda por atitude de contestação social.

Estreia
January 18, 2006
Género
Tragicomédia
Local
Teatro Lethes, Faro
Duração
40 minutos
Classificação
M/12
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Sinopse

Neste trabalho, contamos com uma dramaturgia realizada pelo Prof. José Louro a partir das personagens vicentinas Rubena, Cananeia e Maria Parda. Nele conta-se, de forma elíptica, a história de uma menina/rapariga/mulher que será interpretada por uma única atriz, a Elisabete Martins.

O espetáculo consta de três “plans” ou seja, prantos, um subgénero muito utilizado na Idade Média em situações de lamento ou por luto, ou por desabafo, ou por oração religiosa de confissão, ou ainda por atitude de contestação social.

Neste caso a personagem feminina lamenta a sua exclusão social devido a uma gravidez “não abençoada”; lamenta depois uma quase excomunhão por ter feito um “pacto com o diabo”, já que a sociedade familiar e civil a abandonou; lamenta por fim o castigo social que lhe é imposto por afogar os seus males num “pacto com o vinho” que, fiado, lhe é negado.

Que importa, pois, se a heroína se chama Rubena, se nasceu em Canan ou se lhe chamam Maria Parda? Ela foi rósea de faces coradas de rubro, os seus cabelos encaneceram e transformou-se em mais uma Maria das muitas Marias Pardas sem cor, que por nós passam na rua, dependam elas do vinho ou do “cavalo”.

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Ficha do Espetáculo

Ficha Artística, Técnica e de Produção

 

Texto: Gil Vicente

Dramaturgia: José Louro

Encenação: Luís Vicente

Assistência de Encenação: Tânia Silva

Interpretação: Elisabete Martins

Cenografia: Tó Quintas

Figurinos: Esmeralda Bisnoca

Música: Sónia “little B” Cabrita

Desenho e Operação de Luz: Noé Amorim

Fotografia: João Jonas

Direção Técnica: Noé Amorim

Direção Artística: Luís Vicente

Produção: ACTA

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