

Diálogo do Penitente e do Arrependido
Cinquenta anos depois do 25 de abril de 1974, um ex-prisioneiro político e um ex-pide que o havia torturado reencontram-se.

Cinquenta anos depois do 25 de abril de 1974, um ex-prisioneiro político e um ex-pide que o havia torturado reencontram-se. Primeiro fugazmente, no metro de Lisboa; depois, a instâncias estratégicas do próprio ex-pide (disfarçado de homem-estátua) na Baixa de Lisboa. Desenvolve-se então entre eles um diálogo em que ambos confirmam os entendimentos pessoais claramente divergentes em muitos e variados aspetos. Mas também, recíprocos entendimentos. Um protagonista improvável que se arrasta numa via sacra de remorsos e um perdedor desencantado em constante negação de si próprio. Pode um torturador arrepender-se? Pode um torturado perdoar? O espetáculo desenvolver-se-á em três momentos distintos. No primeiro - dois monólogos interiores – em que as personagens falam de si, cada uma da sua própria vida passada e presente; no segundo, são projetadas imagens do 25 de Abril; no terceiro acontece o reencontro e então é que se dá o embate das suas distintas realidades atuais.
Interpretação
Ficha Artística, Técnica e de Produção
Texto: José Martins
Encenação: Luís Vicente
Interpretação: Luís Vicente e Pedro Monteiro
Espaço Cénico e Figurinos: Luís Vicente, Octávio Oliveira e Sara Vicente
Adereços: Tó Quintas
Multimédia: João Franck
Saxofone Alto: Rui Cabral e Silva
Costura: Atelier Aida Amaro
Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira
Desenho e Operação de Som: Diogo Aleixo
Divulgação: Rita Merlin
Comunicação: Sofia Rodrigues
Produção Executiva: Raquel Taveira
Administração: Ana Anastácio
Direção Artística: Luís Vicente
Agradecimentos: RTP, Associação Filarmónica de Faro, CTA - Companhia de Teatro de Almada
Coprodução: ACTA e Teatro das Figuras
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