

Carta a um Santo
Flória, ex-amante e mãe do filho natural de ambos, critica e questiona Agostinho com veemência e destemor, com ironia e com desespero, por ele considerar desprezível aos olhos do Criador as alegrias do amor físico.

Carta a um Santo consiste na dramatização de um documento – “A Vida é Breve”, de Jostein Gaarder – que se nos apresenta sob a forma epistolar, salpicado de breves citações constantes num outro documento da autoria do destinatário do primeiro – “Confissões”, de Santo Agostinho; e também de referências de vário tipo – umas claras e diretas, outras sob a forma de alusões e insinuações – atribuídas ao mesmo destinatário.
O trabalho realizado no plano dramatúrgico consistiu em concentrar o essencial do discurso direto, no que optámos pelo caminho de seguir de perto as citações. Expandimo-las com o objetivo de adensar o conflito, tendo como apoio o já referido segundo documento e ainda, no plano filosófico, um terceiro documento – “Santo Agostinho”, de Teixeira de Pascoaes. A feição dialogante do conflito dramático e a ordem pela qual ele nos é sugerido no primeiro documento, bem como o seu funcionamento cénico, foi fixada previamente aos ensaios; porém, no decurso destes, sofreu várias fragmentações e intercessões no que respeita ao encadeamento lógico das ideias para maior clareza do discurso de ambas as personagens intervenientes. Isto para dizer, que só em parte o texto do espetáculo é coincidente com o texto original – o do primeiro documento.
Interpretação
Ficha Artística, Técnica e de Produção
Textos: Jostein Gaarder, Santo Agostinho e Teixeira de Pascoaes
Dramaturgia e Encenação: Luís Vicente
Interpretação: Glória Fernandes e Luís de A. Miranda
Voz Off: Canto e Castro
Concepção Plástica: Luís Vicente e Noé Amorim
Execução Plástica: Tó Quintas
Figurinos: ACTA
Desenho de Luz: Noé Amorim
Operação de Luz e Som: Octávio Oliveira
Produção Executiva e Divulgação: Elisabete Martins
Secretariado: António Marques
Direção Artística: Luís Vicente
Produção: ACTA





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