

A Solidão na Casa do Regalo
Voltada para a baía, a casa é um regalo para os olhos. Menos para D. Afonso VI, exilado e espoliado da esposa e do reino.

Monte Brasil (Angra do Heroísmo). Voltada para a baía, a casa é um regalo para os olhos. Menos para D. Afonso VI, exilado e espoliado da esposa e do reino. Partilha os dias e as noites com a solidão e com o seu pajem. Coxo, doente, envelhecido, D. Afonso é a máscara de todas as desolações. E, no entanto, tem apenas 33 anos. Vive sobre o arame da loucura e do pânico. Não distingue a luz da sombra ou mesmo da escuridão. Hesita entre ser criança e adulto; entre ser virtuoso e perverso, entre estar louco ou lúcido. O pajem é o seu espelho mais próximo. E também o seu bordão. A ele se arrima sempre que chega ao cume da loucura. É o que lhe resta de afeto e de capacidade para conviver ou exorcizar os seus fantasmas. Por isso, chega a perder-se a fronteira que separa a lucidez de um da loucura do outro.
Interpretação
Ficha Artística, Técnica e de Produção
Texto: Álamo Oliveira
Dramaturgia e Encenação: Paulo Moreira
Interpretação: João Jonas e Luís Vicente
Cenografia e Execução: Tó Quintas
Conceção Plástica: Luís Vicente
Música: Henry Purcell
Vozes Off: Glória Fernandes, Jorge Soares, Luís de A. Miranda, Luís Vicente, Mário Spencer e Paulo Moreira
Figurinos e Execução: Esmeralda Bisnoca
Desenho de Luz: Noé Amorim
Direção Técnica: Noé Amorim
Direção Artística: Luís Vicente
Produção: ACTA






