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March 24, 2022

À Deriva

O texto reporta-se a uma situação concentracionária específica e a um caso verídico ocorrido durante o regime do apartheid na África do Sul.

Estreia
March 24, 2022
Género
Drama
Local
Teatro Lethes, Faro
Duração
70 minutos
Classificação
M/12
01
Sinopse

Na sua génese, o texto reporta-se a uma situação concentracionária específica e a um caso verídico ocorrido durante o regime do apartheid na África do Sul, na ilha-prisão de Robben, a mesma onde Nelson Mandela cumpriu pena durante 27 anos. No caso, dois companheiros de infortúnio partilham a mesma cela; durante o dia realizam trabalho forçado e à noite ensaiam a Antígona, de Sófocles. O objetivo é que a peça (reduzida às personagens Antígona e Creonte) seja apresentada perante os outros prisioneiros: ela expõe paralelos entre a situação de Antígona, condenada por razão discricionária, e a idêntica contingência em que todos eles se encontram naquela ilha-prisão. Pois, se esta é a génese, o enredo, no entanto, contém uma inevitabilidade que, no plano das conjeturas dramatúrgicas, nos remete para problemáticas da contemporaneidade, designadamente no que respeita a casos de migrantes que, fugindo da miséria, não logram chegar ao esperançoso lado ocidental do Mediterrâneo e acabam capturados e explorados em condições análogas às que o texto fundador expõe; também aos que nos seus próprios países são reféns da cobiça e interesses múltiplos, como é o caso dos sujeitos a escravatura nas minas de Coltan no Leste do Congo, o mineral metálico coração dos smartphones; também ao tráfico humano, em geral, que contemporaneamente acontece em África com a discreta conivência e múltiplos interesses ocidentais… Por conseguinte, o drama daqueles dois homens de Robben perpetua-se noutras ilhas e sob outros pretextos.

Elenco
03
Ficha do Espetáculo

Ficha Artística, Técnica e de Produção

 

Texto: versão livre de Alexandre Honrado a partir do original “The Island”

Tradução: Sara Vicente

Dramaturgia e Encenação: Luís Vicente

Assistência de Encenação: Tânia Silva

Interpretação: Luís Vicente e Rogério Boane

Cenografia: Rafael Davide Góis

Locução: Alexandre Moura e Tânia Silva

Vídeo: Rafael Davide Góis

Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira

Desenho e Operação de Som e Vídeo: Diogo Aleixo

Divulgação: Rita Merlin

Comunicação: Sofia Rodrigues

Produção Executiva: Márcia Martinho

Administração: Ana Anastácio

Direção Artística: Luís Vicente

Coprodução: ACTA e CTB

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