Ardente - Memorial para Pedro e Inês de Portugal

“O mais importante festival de teatro de Lublin abriu com o mais recente espectáculo de Leszek Madzik. (…) O teatro de Leszek Madzik oculta, mas ao mesmo tempo mostra, obriga-nos a pensar.”
Konfrontacje Teatralne, 14/10/2011
“Inflamada e ardente foi a tarde de sexta-feira que iniciou o festival “XVI Confrontações Teatrais”. Leszek Madzik mostrou de maneira impressionante a história do rei que mandou exumar o corpo da amada Inês (…) A forte cena de amor entre amantes nada permitia prever que o inflamado erotismo e sede de viver iria levar até à morte.
No teatro sem palavras, Leszek Madzik, pela primeira vez, introduziu o canto “ao vivo”. A magnífica lamentação é executada pela rapariga que já cantou ópera na Alemanha. Neste espectáculo, com o seu canto, exprimiu deleite, êxtase e desejo. Todo o espectáculo é o ressuscitar do amor que tanto fascinou Madzik.”
Waldemar Sulisz, Dziennik Wschodni, 15/10/2011
“Leszek Madzik quebrou um dos princípios que regem o teatro dele – deixou de transformar as suas personagens em objectos, deu-lhes o direito de voz, direito de exprimir as emoções, de viver paixões. Mesmo assim, ficou ainda muito da estética da qual o artista nos habituou. Não aparece nem uma palavra neste espectáculo; não há nenhum contacto físico entre protagonistas. Inês e Pedro vivem a cena de amor separados por uma parede preta. Hirto em êxtase o corpo da jovem actriz portuguesa, bronzeado e coberto por um vestido solto é, na minha opinião, uma das mais bonitas cenas que mostra satisfação erótica de mulher.”
Katarzyna Krzywicka, Nowa Siła Krytyczna, 18/10/2011